Identidade visual · Documento de partida
Uma marca não se decide no momento em que alguém abre o software. Ela se decide aqui — quando ficam claros o que o negócio promete, quem precisa acreditar nessa promessa e onde a marca vai ter que sobreviver: numa fachada, num bordado de uniforme, num favicon de 16 pixels. Cada resposta abaixo elimina uma suposição nossa. Suposição eliminada é rodada de ajuste que não acontece.
Responda com franqueza, não com discurso institucional. Se não souber, escreva “não sei” — isso também é informação útil. Não precisa terminar de uma vez: o preenchimento fica salvo neste navegador até você enviar.
Metade dos projetos de marca que travam não travam por design — travam porque a pessoa que aprova nunca esteve na conversa.
Caixa alta ou baixa? Junto ou separado? Tem acento? Existe alguma pronúncia que as pessoas erram com frequência?
Liste todas, inclusive sócios que “só vão dar uma olhada”. Precisamos saber disso agora, não na terceira rodada.
O gatilho real: perda de cliente, entrada de sócio, mudança de público, vergonha de mandar a apresentação, feira daqui a três meses.
Marca é consequência do modelo de negócio. Se a venda acontece por licitação, por WhatsApp ou por prateleira de supermercado, o desenho muda.
Sem adjetivo. Como você explicaria para alguém no elevador.
Ex.: “Fazemos manutenção preditiva de compressores industriais para frigoríficos de médio porte.”
Marque tudo que vale hoje. Isso define onde a marca precisa performar primeiro.
Novas linhas de produto, novo público, outra praça, franquia, exportação. Isso define se a marca precisa ser um nome só ou uma família de nomes — e é caro descobrir depois.
O que a marca precisa fazer o mercado acreditar. Se aqui a resposta servir para qualquer concorrente, o design também vai servir.
O motivo real, o que você ouve dos clientes — não o do site. “Atendimento” e “qualidade” não são respostas: todo mundo diz isso.
Costuma ser a pergunta mais útil do briefing inteiro. Barata? Infantil? Corporativa demais? Hospitalar? Religiosa? Igual à do concorrente X?
Não descreva “o mercado”. Descreva a pessoa que assina — e o estado de espírito dela na hora de assinar.
Cargo ou papel, faixa de idade, onde vive, quanto entende do assunto. Se quem decide não é quem usa, descreva os dois.
Urgência, planejamento, comparação de orçamento, prazer, medo. O estado emocional define o tom da marca mais do que a idade.
Preconceitos, experiências ruins, crenças herdadas. A marca vai ter que trabalhar contra ou a favor disso.
Uma marca que tenta falar com todo mundo na mesma voz não fala com ninguém. Escolha um para liderar.
Identidade é diferenciação. Precisamos ver o campo visual em que a marca vai aterrissar para saber de onde ela precisa se afastar.
Concorrente 01
Concorrente 02
Concorrente 03
Pode ser de qualquer ramo. E diga o quê exatamente: a cor, a tipografia, o silêncio, a embalagem, o jeito de falar.
Marque onde a marca deve chegar, não onde ela está hoje. Se houver divergência entre sócios, respondam juntos — divergência aqui vira retrabalho lá na frente.
Trata por você, vocês ou senhor(a)? Usa gíria? Emoji? Pode fazer piada? Assina em primeira pessoa (“eu”) ou institucional (“nós”)?
Aqui gosto pessoal é bem-vindo — desde que venha com o motivo. “Não gosto de verde” trava o processo; “verde é a cor do nosso maior concorrente” orienta.
Legado, código de setor, norma interna, cor de um produto físico. Se não houver nenhuma obrigação, escreva “nenhuma” — isso dá liberdade e é uma ótima resposta.
Cole links (site, Pinterest, Instagram, Behance) ou descreva. Para cada uma, diga o que exatamente te agrada — a cor, a tipografia, o espaço em branco, o clima da foto. Sem isso, uma referência é só um palpite.
Sem compromisso — é uma inclinação inicial, não uma decisão fechada.
Símbolo herdado, mascote, selo de certificação, ano de fundação, slogan que precisa aparecer junto, brasão de família.
Este é o bloco que mais influencia o desenho. Uma marca que precisa ser bordada em boné, gravada em metal e ainda caber num favicon é um projeto diferente de uma que só existe no Instagram.
É por ela que o desenho vai ser otimizado. Só pode haver uma.
Define a redução mínima e o nível de detalhe possível. Favicon de 16 px e bordado com traço de ~2 mm são os dois limites mais duros.
A marca precisa existir em outro idioma? Há acento, cedilha ou caractere especial no nome ou no slogan?
Para confirmarmos o que está dentro e apontarmos, com honestidade, o que você vai sentir falta se ficar de fora.
Isso define o nível de detalhe do manual. Um time sem designer precisa de regras muito mais explícitas — e de arquivos prontos, não só diretrizes.
Banco de fotos próprio, ilustrações, fontes já licenciadas, o logo atual em curvas. Diga também o que existe mas está ruim.
A última parte é a que protege os dois lados. Principalmente a pergunta 10.5.
Não é para cobrarmos o teto — é para dimensionar o escopo dentro do que existe, em vez de propor algo que ninguém vai aprovar.
Uma fonte licenciada ou exclusiva muda bastante o resultado. Se não houver, trabalhamos com famílias livres de qualidade — e isso é uma escolha, não uma limitação.
Descreva o critério, não o gosto. “A que o público-alvo entenderia mais rápido”, “a que funciona melhor na fachada”, “a que o sócio majoritário preferir”. Qualquer resposta serve — desde que seja combinada antes.
Ao enviar, o briefing chega direto para o nosso time. Retornamos em até 2 dias úteis com as dúvidas que sobrarem e o próximo passo.
Rascunho salvo automaticamente neste navegador. Limpar os dados do site apaga o preenchimento.
Obrigado. Já está com o nosso time — retornamos em até 2 dias úteis. Se tiver arquivos para complementar (logo atual em vetor, fotos, manual antigo), responda o e-mail de confirmação com eles anexados.